11/07/2015

Segovia - O violão como instrumento de concerto - Salas de Concerto

Andrés Segovia, primeiro Marquês de Salobreña (Linares, Espanha, 21 de fevereiro de 1893 — Madrid, 3 de junho de 1987) foi um guitarrista espanhol. Considerado o pai do violão erudito moderno pela maioria dos estudiosos de música, muitos diziam que ele "resgatou o violão das mãos dos ciganos flamencos" e construiu um repertório clássico para dar lugar ao instrumento em salas de concerto. Muitos compositores fizeram obras especificamente para ele como Turina, Villa-Lobos, Castelnuovo-Tedesco e Pedrell. Pablo Casals foi um grande admirador e apoiador de Segovia.

A introdução de Segovia ao violão foi aos quatro anos de idade. Quando era pequenino, o seu tio entoava-lhe canções enquanto ele tocava um violão imaginário. Isso incitou Segovia a elevar o violão para o status do piano e do violino. Em particular, ele queria que o violão fosse tocado e estudado em todos os países e universidades do mundo, e passar o seu amor por ela para as gerações futuras.

A primeira apresentação de Segovia foi em Espanha, quando tinha 16 anos. Poucos anos depois, fez o seu primeiro concerto profissional em Madrid, tocando transcrições de Francisco Tárrega e algumas obras de Bach, que ele próprio transcreveu e arranjou.

A sua primeira turnê foi pela América do Sul em 1916. Em 1924, apresentou-se em Paris e em Londres. Seguiu depois por várias outras cidades na Europa e na Rússia.

Embora não fosse aprovado pela família, ele prosseguiu os estudos em violão. A sua técnica diferencia-se das técnicas de Tárrega e dos seus sucessores, como Emilio Pujol. Como Miguel Llobet (que pode ter sido seu professor por um curto período), Segovia atacava as cordas com uma combinação da unha com a carne da ponta dos dedos, produzindo um som mais preciso do que os seus contemporâneos. Com esta técnica, foi possível criar uma paleta de timbres maior, em comparação com o uso da carne ou das unhas sozinhas.


Muitos músicos proeminentes acreditaram que o violão de Segovia não seria aceite pela comunidade da música erudita, porque nas suas mentes, o violão não poderia ser usado para música erudita. Apesar disso, a excelente técnica de Segovia e o seu toque único atordoaram plateias. Consequentemente, o violão não foi mais visto estritamente como um instrumento popular, mas sim como um instrumento apto para tocar música erudita.










Fonte: Wikipédia

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